quarta-feira, maio 19
PEDOFILIA Em França, no chamado caso Outreau, a Justiça está debaixo de fogo. 17 pessoas foram constituídas arguidas, após as acusações de crianças e alguns dos suspeitos mas, ao fim de duas semanas, sabe-se que 13 deles estarão inocentes. Foram quatro anos de investigação e de instrução, algums dos suspeitos continuam presos e da fama já não se livram, além da angústia, sofrimento e vergonha que passaram. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.
BALANCÉ. No decurso deste meu desaparecimento forçado, mas bem gozado, passei os olhos e as mãos por alguns blogues meus amigos e por outros tantos de amigos meus. Para ser rigoroso, aconteceu uma vez só, há mais ou menos três semanas, mas foi suficiente. Senti-me um daqueles personagens do Hitchcok achados numa vila subitamente despovoada. Grande parte dos meus messias tinham perdido a salutar rotina e fidelidade. Despareceram ou, pior ainda, desinteressaram-se. Lamentei.
Agora que regressei à vida com mais tempo para intervalos - espero - reparo que a crise está em fase de convalescença. Muito por culpa de um fenómeno que parece ter o efeito de um Prozac: as mudanças de Template.
Desde o meu próprio blogue [mudança à revelia de uma das partes, registe-se], aos muito apreciados Homem a Dias; Terras do Nunca; Bomba Inteligente; Babugem; e mais alguns que a hora não me permite recordar. Todos para melhor. Única nota negativa: o desaparecimento aparente d'A Ponte.
PS: Perdi o ritmo. Estou a escrever demais. Enfim, desculpem. Ou como diria o arroto que se julga educado, «com licença».
Agora que regressei à vida com mais tempo para intervalos - espero - reparo que a crise está em fase de convalescença. Muito por culpa de um fenómeno que parece ter o efeito de um Prozac: as mudanças de Template.
Desde o meu próprio blogue [mudança à revelia de uma das partes, registe-se], aos muito apreciados Homem a Dias; Terras do Nunca; Bomba Inteligente; Babugem; e mais alguns que a hora não me permite recordar. Todos para melhor. Única nota negativa: o desaparecimento aparente d'A Ponte.
PS: Perdi o ritmo. Estou a escrever demais. Enfim, desculpem. Ou como diria o arroto que se julga educado, «com licença».
JE SUIS BACK. Caros companheiros de geração: para celebrar este meu regresso activo à blogolândia brindo-vos com uma das lyrics mais bonitas da nossa infância. Exactamente, daquelas de arrancar lágrimas à calçada. Senhoras e senhores: Era uma vez no Espaço. Maestro...
Lá em cima há planícies sem fim
Há estrelas que parecem correr
Há o Sol e o dia a nascer
E nós aqui sem parar numa Terra a girar
Lá em cima há um céu de cetim
Há cometas, há planetas sem fim
Galileu teve um sonho assim
Há uma nave no espaço a subir passo a passo
Lá em cima pode ser o futuro
Alegria, vamos saltar o Mundo
E a rir, unidos num abraço
Vamos contar uma história
Era uma vez o Espaço
Lá em cima já não há sentinelas
Sinfonia toda feita de estrelas
Uma casa sem portas nem janelas
É estenderes o braço e tu estás no Espaço!
Lá em cima há planícies sem fim
Há estrelas que parecem correr
Há o Sol e o dia a nascer
E nós aqui sem parar numa Terra a girar
Lá em cima há um céu de cetim
Há cometas, há planetas sem fim
Galileu teve um sonho assim
Há uma nave no espaço a subir passo a passo
Lá em cima pode ser o futuro
Alegria, vamos saltar o Mundo
E a rir, unidos num abraço
Vamos contar uma história
Era uma vez o Espaço
Lá em cima já não há sentinelas
Sinfonia toda feita de estrelas
Uma casa sem portas nem janelas
É estenderes o braço e tu estás no Espaço!
segunda-feira, maio 17
SABES AQUELE DITADO: MAIS VALE CALADO QUE MAL ACOMPANHADO Quando as coisas pareciam correr bem e o Partido Socialista francês parecia ter encontrado um tema onde são visíveis as diferenças com a direita, vem o ex-primeiro-ministro Lionel Jospin, que tem estado calado - e bem - lançar achas para a fogueira e declarou-se contra o casamento entre homossexuais.
PORTAGENS O ministro da Cultura francês, Renaud Donnedieu de Vabres, elegeu como prioridade combater a pirataria de filmes e música pela Internet (link efémero) e convida autores e fornecedores de acesso à Internet (FAI) a entrarem em acordo. Diz-se que um milhão circulam ilegalmente na Internet em França por dia. Merda. Espero que isto não implique um retrocesso na civilização. É que aqui, ao contrário de Portugal, raramente impõem limites aos downloads. Era a mesma coisa que passar a ter a Brisa nas auto-estradas da informação...
domingo, maio 16
O SR. RUI RIO. A equipa do Arsenal comemorou esta manhã a conquista da Premier League no topo de um autocarro descapotável. Quase duzentas mil pessoas espalhadas pelas ruas de Islington, no Norte de Londres, gritaram e cantaram com os jogadores. O cortejo acabou, como seria de esperar, com os jogadores a serem recebidos na Town Hall, de onde se fizeram os discursos da praxe. Duas horas depois, as televisões continuavam a mostrar imagens de um povo feliz, orgulhoso do seu clube e da sua cidade.
Há poucos dias, vi as mesmas imagens de Valência. Ponho a mão no fogo, como haverá as mesmas imagens em toda a Europa, de todas as cidades que tiveram a felicidade de ver «o clube da terra» vencer o respectivo campeonato nacional. É natural. E também seria natural para os cidadãos do Porto viver a mesma festa se a sua cidade [a minha cidade] não tivesse um presidente de câmara que, nesta e noutras matérias, se acha o mais clarividente de toda a Europa.
Depois de ver as imagens da festa do Arsenal apeteceu-me vir aqui lembrar que este homem instrumentaliza o futebol como todos os outros políticos. A única diferença é que se notabilizou no nosso bizarro rectângulo por o fazer no sentido inverso do que é habitual. Ou seja, em vez de se colar ao mundo da bola, posicionando-se ao lado das barbichas e dos bigodes que tantas náuseas nos dão, dá a entender que esse é um mundo de corrupção onde ele, incorruptível que é por decreto, não se mistura. Não sei, nem quero saber, qual dos jogos acaba por render mais votos. O que sei é que este senhor fabricou uma divisão que não havia e estragou a festa a muitos portuenses. E por isso, só por isso, raios o partam.
Há poucos dias, vi as mesmas imagens de Valência. Ponho a mão no fogo, como haverá as mesmas imagens em toda a Europa, de todas as cidades que tiveram a felicidade de ver «o clube da terra» vencer o respectivo campeonato nacional. É natural. E também seria natural para os cidadãos do Porto viver a mesma festa se a sua cidade [a minha cidade] não tivesse um presidente de câmara que, nesta e noutras matérias, se acha o mais clarividente de toda a Europa.
Depois de ver as imagens da festa do Arsenal apeteceu-me vir aqui lembrar que este homem instrumentaliza o futebol como todos os outros políticos. A única diferença é que se notabilizou no nosso bizarro rectângulo por o fazer no sentido inverso do que é habitual. Ou seja, em vez de se colar ao mundo da bola, posicionando-se ao lado das barbichas e dos bigodes que tantas náuseas nos dão, dá a entender que esse é um mundo de corrupção onde ele, incorruptível que é por decreto, não se mistura. Não sei, nem quero saber, qual dos jogos acaba por render mais votos. O que sei é que este senhor fabricou uma divisão que não havia e estragou a festa a muitos portuenses. E por isso, só por isso, raios o partam.
sábado, maio 15
quinta-feira, maio 13
IRAQUE Já se disse muito sobre as torturas dos soldados da coligação sobre os presos iraquianos e os adjectivos faltam para condenar o que se vê. Mas, pessoalmente, o que me admira é a eficácia e a criatividade com que os soldados registaram tudo. Não duvido que Saddam Hussein e outros ditadores (de esquerda ou de direita) em várias partes do mundo tenham no seu cadastro abusos equivalentes ou piores. Mas onde é que estão as fotografias? Ou porque é que não existem em tanta quantidade, pormenor e crueldade? Este é mais um reflexo de como a tese da "invasão libertadora" moldou as mentes dos soldados norte-americanos e britânicos que se pensam julgam superiores aos comuns mortais. Para eles, aqueles prisioneiros não são gente, são objectos. São vencidos. São muçulmanos.

OS CHATOS A nova campanha da Fundação Portuguesa de Cardiologia põe um médico a mandar passear os jornalistas que o esperavam à porta do hospital. Não sei se vai funcionar, mas é mais um retrato do país hiper-mediático e, mais triste, da profissão de jornalista.

terça-feira, maio 11
segunda-feira, maio 10
TRANSPORTES PÚBLICOS Depois de um relatório oficial ter demonstrado, mais uma vez, que a poluição atmosférica urbana é responsável por mortes e pelo agravamento de doenças cardio-respitarórias, o debate sobre o (ab)uso das viaturas nas cidades devia voltar. Porque, se hoje se fala em consequências mal avaliadas para o ambiente e para a economia, estamos agora perante um caso de saúde pública. E o princípio do poluidor-pagador, ao exemplo do fumador-pagador, ser levado a sério. Aqui, por enquanto, o assunto acalmou. Isto apesar de o Le Point dizer que o governo tentou impedir a divulgação do estudo para poupar a poderosa indústria automóvel francesa (Peugeot, Renault, Citroen).
domingo, maio 9
EUROPEIAS Os socialistas franceses apelam ao voto útil porque a extrema-esquerda, apesar de não fazer sombra, rouba alguns votos. O PS de Portugal, pelo contrário, parece que tem mais a ganhar do que a perder com o Bloco de Esquerda. Até Mário Soares disse há dias, aqui em Paris, que o PS está demasiado ajuizado para o seu gosto.
AINDA O GODINHO Para que fique registado, o artista é um bom artista. Não sou um admirador desde a primeira hora, nem um calejado ouvinte. Não sei as letras de cor nem identifico ao primeiro acorde os temas, os álbums e as épocas. Só desde há dois anos é que venho ouvindo com regularidade. Mas na sexta-feira percebeu-se o mérito do SG: as músicas foram quase todas apresentadas com novos arranjos, e assim surgiram envernizadas, enfeitadas, redecoradas e coloridas. Para os mais conservadores, talvez não tenha sido um bom concerto. Mas para dúzia e meia de tugas que desafiaram os bares exíguos da Bastilha e encontraram um lugar comum onde beber um copo, a noite foi de comemoração.
sexta-feira, maio 7
DEUSINHO Por incrível que pareça, hoje vou ver um concerto do Sérgio Godinho. Sim, com milhões de coisas interessantes nas salas de teatro, cinema, concertos, óperas e afins, mesmo assim, vou ao concerto de um artista português. Não são só as pressões sociais e familiares. E não é de todo nostalgia, a tal saudade de que se fala tanto no estrangeiro. É mesmo por gosto. E vai ser no mesmo palco onde vi Jonathan Richman há um mês atrás.
quinta-feira, maio 6
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