sábado, maio 15

SÁBADO DE MANHÃ. Acabo de saber pelo Sindicato de Jornalistas que os jornalistas noruegueses estão em greve e o Luxemburgo tem uma nova Lei de Imprensa. Um grande bem haja aos camaradas desses países, tantas vezes por nós ignorados sem razão.

quinta-feira, maio 13

TAXISTAS No mundo civilizado - pelo menos deste lado da Mancha - não são mais educados nem menos oportunistas. Hoje quase estive a ser deixado na praça porque o taxista viu um outro senhor com malas mas que, azar o dele, não ia para o aeroporto. Como é que um bem escasso pode ser uma praga?
IRAQUE Já se disse muito sobre as torturas dos soldados da coligação sobre os presos iraquianos e os adjectivos faltam para condenar o que se vê. Mas, pessoalmente, o que me admira é a eficácia e a criatividade com que os soldados registaram tudo. Não duvido que Saddam Hussein e outros ditadores (de esquerda ou de direita) em várias partes do mundo tenham no seu cadastro abusos equivalentes ou piores. Mas onde é que estão as fotografias? Ou porque é que não existem em tanta quantidade, pormenor e crueldade? Este é mais um reflexo de como a tese da "invasão libertadora" moldou as mentes dos soldados norte-americanos e britânicos que se pensam julgam superiores aos comuns mortais. Para eles, aqueles prisioneiros não são gente, são objectos. São vencidos. São muçulmanos.

OS CHATOS A nova campanha da Fundação Portuguesa de Cardiologia põe um médico a mandar passear os jornalistas que o esperavam à porta do hospital. Não sei se vai funcionar, mas é mais um retrato do país hiper-mediático e, mais triste, da profissão de jornalista.

terça-feira, maio 11

ANTÓNIO CHAMPALIMAUD morreu, foi velado e enterrado. E ninguém fez o trocadilho "Portugal ficou mais pobre"? Onde é que estão os criativos d'A Bola e da PJ quando precisamos deles?

segunda-feira, maio 10

TRANSPORTES PÚBLICOS Depois de um relatório oficial ter demonstrado, mais uma vez, que a poluição atmosférica urbana é responsável por mortes e pelo agravamento de doenças cardio-respitarórias, o debate sobre o (ab)uso das viaturas nas cidades devia voltar. Porque, se hoje se fala em consequências mal avaliadas para o ambiente e para a economia, estamos agora perante um caso de saúde pública. E o princípio do poluidor-pagador, ao exemplo do fumador-pagador, ser levado a sério. Aqui, por enquanto, o assunto acalmou. Isto apesar de o Le Point dizer que o governo tentou impedir a divulgação do estudo para poupar a poderosa indústria automóvel francesa (Peugeot, Renault, Citroen).

domingo, maio 9

EUROPEIAS Os socialistas franceses apelam ao voto útil porque a extrema-esquerda, apesar de não fazer sombra, rouba alguns votos. O PS de Portugal, pelo contrário, parece que tem mais a ganhar do que a perder com o Bloco de Esquerda. Até Mário Soares disse há dias, aqui em Paris, que o PS está demasiado ajuizado para o seu gosto.
AINDA O GODINHO Para que fique registado, o artista é um bom artista. Não sou um admirador desde a primeira hora, nem um calejado ouvinte. Não sei as letras de cor nem identifico ao primeiro acorde os temas, os álbums e as épocas. Só desde há dois anos é que venho ouvindo com regularidade. Mas na sexta-feira percebeu-se o mérito do SG: as músicas foram quase todas apresentadas com novos arranjos, e assim surgiram envernizadas, enfeitadas, redecoradas e coloridas. Para os mais conservadores, talvez não tenha sido um bom concerto. Mas para dúzia e meia de tugas que desafiaram os bares exíguos da Bastilha e encontraram um lugar comum onde beber um copo, a noite foi de comemoração.

sexta-feira, maio 7

DEUSINHO Por incrível que pareça, hoje vou ver um concerto do Sérgio Godinho. Sim, com milhões de coisas interessantes nas salas de teatro, cinema, concertos, óperas e afins, mesmo assim, vou ao concerto de um artista português. Não são só as pressões sociais e familiares. E não é de todo nostalgia, a tal saudade de que se fala tanto no estrangeiro. É mesmo por gosto. E vai ser no mesmo palco onde vi Jonathan Richman há um mês atrás.

quinta-feira, maio 6

BOLSA OU A VIDA Com o novo Código, a expressão "Vai roubar para a estrada" ganha outra dimensão.

quarta-feira, maio 5

SUMO É apaixonante a luta silenciosa entre Sarkozy e Chirac. Sarkozy tem qualquer coisa de Paulo Portas, mas seria exagerado comparar Chirac a Soares.

terça-feira, maio 4

PROMESSA III Se o FCP passar à final, digo tudo o que sei sobre a corrupção no futebol português.
PROMESSA II Se o FCP passar à final, mudamos a cor do blogue.
PROMESSA Se o FCP passar à final, prometo que venho actualizar o blogue todos os dias.

sexta-feira, abril 30

CRÉDITOS II Por outro lado, é justo que as lojas e cabeleireiros que arranjaram os apresentadores portugueses sejam identificadas no final do noticiário. Nesse aspecto, os franceses ainda têm muito a aprender.
CRÉDITOS Uma coisa que se repara aqui na TV francesa, antes de cada reportagem original mostrada nos telejornais, os nomes dos jornalistas são referidos. E, no final, surgem novamente os créditos dos autores, dos operadores de câmara e dos responsáveis pela montagem. Certamente uma vitória conquistada após uma greve ou uma negociação laboral. Sim, também é para isto que servem os sindicatos...
LA CHANSON PORTUGAISE A Agence France Presse diz que Carlos do Carmo é considerado "o Jacques Brel" português. Ora aí está uma boa notícia. Para o Jacques Brel, claro.

quarta-feira, abril 28

LONDRES De acordo com o boletim meteorológico, o rio Tamisa deverá acalmar nos próximos dias, depois de alguns dias de borrasca. A navegação será retomada logo que possível. Abram alas.

25 DE ABRIL, AINDA Ando às voltas com as comemorações dos portugueses de França. Com tanta coisa, fui perdendo o fio à meada do que se tem passado em Portugal, mas acho que o que se fez aqui não envergonha: conferências com Mário Soares, Manuel Alegre, Vitor Alves, Vasco Lourenço, Otelo, Fernando Rosas, Eduardo Lourenço, Pacheco Pereira e outros, colóquios académicos, exposições várias, projecção de documentários, concertos - que culminam na próxima semana com Sérgio Godinho. O aniversário redondo foi celebrado em Paris e no resto do país e lembrado pontualmente pelos franceses. Uma coisa é certa: as massas não se mobilizaram. Tal como em Portugal, suponho. É pena. Quando ouvimos falar alguns destes protagonistas, até desejamos ter vivido tudo aquilo. Já eles, acredito, prefeririam ser filhos de Abril.

domingo, abril 25

BIBÓ O BINTE CINCO DE ABRIL, carago!