quarta-feira, fevereiro 11
quinta-feira, fevereiro 5

PS: Já depois de escrever o post, li o Libération, que traz uma sondagem onde a rádio é considerada o media mais credível, à frente da imprensa. No fim vem a televisão.
Gostei de registar várias coisas no acontecimento: primeiro, a surpresa que causou. Um bom sintoma que a javardice, por estas paragens, não é rotineira. Segundo, o facto de todos os deputados se esforçaram por ignorar o tumulto. Não fosse a palhaçada estar bem organizada e, ao que me pareceu, os trabalhos tinham continuado como se nada fosse. Terceiro, as reacções. Ou melhor, a falta delas. Não vi nem o presidente da Câmara dos Comuns a responder na mesma moeda, isto é, aos gritos; nem nenhum deputado a defender os animais com argumentos idiotas de liberdade de expressão. É a vantagem de a educação não ser património ideológico. E de não se confundir democracia com alarvidade.
quarta-feira, fevereiro 4
terça-feira, fevereiro 3
COISAS DA VIDA Foi enquanto adjunto para as finanças de Jacques Chirac na Câmara Municipal de Paris que Alain Juppé pagou o salário a sete funcionários do RPR, partido onde na altura era secretário-geral e Jacques Chirac presidente. Foi o presidente Jacques Chirac que dissolveu o governo de Alain Juppé em 1997 e marcou eleições antecipadas, ganhas pelos socialistas. Foi durante o segundo mandato de Jacques Chirac na presidência da República, para o qual contribuiu reunindo a direita na UMP, que Alain Juppé foi condenado a 18 meses de prisão de pena suspensa e dez anos de inelegibilidade pelas irregularidades praticadas na Câmara de Paris.
segunda-feira, fevereiro 2
Ficha técnica: A informação foi apurada pelo cruzamento dos depoimentos de três fontes anónimas, todas reconhecidas pelo Sindicato dos Zeladores da Ética Profissional Jornalística e pela Associação Recreativa dos Juristas na Terceira Idade. As entrevistas foram realizadas em locais com ar condicionado, serviço de bar permanente e buffet de saladas. No final, todos os entrevistados assinaram um compromisso de honra, na qual juraram sentir-se «muito confortáveis» no papel de fonte.
sexta-feira, janeiro 30
- É engraçado falares desses cientistas que foram fuzilados por fogo amigo, lembra-me aquele caso Hutton.
- Hutton?
- Sim, aquele em que demitiram os gajos todos da BBC depois deles terem dito que o governo tinha mentido sobre as armas químicas.
- Ahhh, esse! Mas o governo mentiu mesmo não foi?
- Mentiu, mas... (longa pausa)... agora que dizes isso, não me lembro porque é que os gajos foram acusados.
- Morreu um gajo qualquer não foi?
- Foi, o tal cientista, mas acho que esse não tinha nada a ver com a história. Á! Já sei! Eles disseram que o governo tinha «apimentado» um dossier sobre armas químicas, quando na verdade só lhe fez quinze alterações para o «tornar mais forte».
- Mmmmm....